O MasterPlan é um documento técnico e econômico que aborda as principais questões de uso e ocupação do solo para fins de parcelamento urbano, além de checar sua viabilidade. Envolve a análise dos ambientes externo e interno à gleba em estudo, define a morfologia e a tipologia de ocupação para cada categoria de uso e busca qualificar a ocupação do espaço, com o propósito de criar valor por meio da geração de conceitos inovadores. Tudo isso é feito em consonância com a realidade do mercado onde o projeto se insere. Na elaboração do Masterplan os principais aspectos considerados são:

Esforço colaborativo 

por ser um trabalho de alta complexidade a ARIA emprega uma equipe multidisciplinar durante o desenvolvimento dos trabalhos a fim de estudar todos os aspectos envolventes, tais como, ambientais, legais, infraestrutura, arquitetura, desenho urbano, social, dentre outros;

Compreensão da realidade 

a análise dos ambientes externo e interno tem o objetivo de proporcionar uma visão acurada e atual de todos os aspectos que potencialmente poderão influenciar o empreendimento, tanto como oportunidades, quanto como ameaças, a fim de identificar os pontos fortes e fracos do negócio;

Entendimento real do mercado 

a partir da compreensão da realidade é possível diagnosticar as reais demandas do mercado, nas diversas fases do empreendimento, a fim de direcionar o trabalho para ofertar um produto dentro do perfil do mercado existente. Essa visão também poderá envolver o estudo de possíveis âncoras para o empreendimento de forma a desenvolver um atrativo para a área, gerar fluxo e criar uma identidade para o local. Em determinados aspectos se faz necessário um estudo de mercado a fim de melhor diagnosticar o público alvo e o tipo de produto a ser ofertado;

Objetivos e metas de sustentabilidade 

um tema tão atual não poderia ficar de fora do conjunto de análises. Devem ser levados em conta os cuidados com o meio ambiente natural, a análise da qualidade ambiental dos espaços urbanos e das construções. O objetivo é integrar os ambientes natural e construído como uma unidade sistêmica e harmônica;

Flexibilidade do masterplan 

um bom masterplan deve ser flexível, isto é, adaptável com a realidade ao longo do tempo. Principalmente glebas muito grandes, onde a realidade do mercado e do estilo de viver muda com o tempo, o masterplam deve prever a possibilidade de mudanças futuras de forma a se tornar sempre inovador a adaptado ao mercado. Nesse sentido a estratégia de faseamento, ou seja, de dividir o projeto em fases, torna-se uma necessidade, propiciando a análise das áreas já implantadas e a adaptação das futuras fases com introdução de melhorias contínuas;

Entendimento global do processo de licenciamento 

a análise do processo legal de aprovação, a identificação dos steakholders (comunidade, público alvo, empreendedores, ambientalistas, poder público, etc), proporciona uma correta leitura das forças vivas que poderão influenciar o empreendimento tanto do ponto de vista positivo, como negativo;

Intangíveis 

é a capacidade de criar valor no empreendimento, ou seja, é identificar e desenvolver o que realmente fará do empreendimento um sucesso. Nesse sentido, vale a identificação e a potencialização de todos os fatores que importam, tais como a valorização dos espaços públicos, a diversidade de usos, a riqueza e o caráter da ocupação, a escala e os detalhes, a cultura e a hierarquia, as conexões e a criação de um “senso de chegada” ao empreendimento.

Aspecto econômico financeiro 

os custos e o cronograma de desembolso para implantação da infraestrutura deve estar em consonância com a realidade do empreendimento. O objetivo é a obtenção de um produto de qualidade superior, porém em harmonia com a realidade local, de tal modo a proporcionar um desenvolvimento sustentável, ou seja, que seja economicamente viável a longo prazo.

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